30 de setembro de 2010

Duas oficinas no mês de outubro

Oficina de Cineclube

Com André La Salvia

Datas: 15 e 17 de outubro de 2010
Horário: das 16h às 20h

Como montar e manter um cineclube

  •  produção;
  •  acervos;
  •  legislação;
  •  técnicas;
Participação na montagem de uma sessão do Cineclube do Espaço Edith Cultura

Preços da Inscrição:

Associado em dia: R$2,00
Não associado: R$20,00
Estudantes: R$10,00

Para se inscrever ligue: 11 2277 - 5563 ou 11 6498 - 3276

Veja vídeos de sessões do Cineclube de Bragança por André La Salvia: http://www.youtube.com/user/EDITHCULTURAwebtv

André La Salvia durante sessão de Cineclube no Espaço Edith Cultura
Foto de Stephanie Marino

Oficina de Vídeo

Com André La Salvia


Datas: (sábados)  09, 16, 23 e 30 de outubro de 2010
Horários: das 16h às 20h

Produza seus curtas-metragens (documentário/ficção)


  •  Produção/roteiro;
  •  Filmagem; montagem/edição;
  •  Distribuição;
  •  Realização de curtas na oficina;
  •  Exibição dos curtas nas sessões do Cineclube do Espaço Edith Cultura.
Preços da Inscrição:

Associado em dia: R$100,00
Não associado: R$120,00

Para se inscrever ligue: 11 2277 - 5563 ou 11 6498 - 3276

Veja os filmes de André La Salvia: http://www.youtube.com/user/andrelasalvia
 O mais recente filme de André La Salvia, feito em parceria com Juca La Salvia

29 de setembro de 2010

Programação Outubro - Cineclube de Bragança

Segunda - 04/10 - 09h e 15h
Sessão de Curtas
Serão exibidos curtas metragens e animações voltados para o público infanto-juvenil.
Local: Espaço Edith Cultura - Cineclube de Bragança
R. Cel. Leme, 176 - Centro - Bragança Paulista

"Queda Livre"
Terça - 12/10 - 10h e 15h
Sessão de Curtas
Sessão Itinerante: Posto de Monta – Dia das Crianças
Local: Av. Dr. Fernando Costa, s/n - Bragança Paulista

"Lasanha Assassina"
Domingo - 17/10 - 20h
Taxi Driver
Dir. Martin Scorsese. EUA, 1976, col. 114min.
Travis Bickle (De Niro) é um jovem frustrado e alienado que sofre de insônia e arranja um emprego como taxista na cidade de Nova Iorque. O filme mostra o ciclo de deterioração mental de um homem violento devido ao desespero e a solidão.
Local: Espaço Edith Cultura - Cineclube de Bragança
R. Cel. Leme, 176 - Centro - Bragança Paulista

Robert De Niro em "Taxi Driver"
Domingo - 24/10 - 20h
Cães de Aluguel
Dir. Quentin Tarantino. EUA, 1994, col. 98min.
Conta a história de um grupo de ladrões contratados para fazer um roubo a uma joalheria. Os membros da quadrilha não se conheciam e era ordem que não passassem nenhuma informação pessoal entre eles Porém no dia do assalto algo errado acontece.
Local: Espaço Edith Cultura - Cineclube de Bragança
R. Cel. Leme, 176 - Centro - Bragança Paulista

Os ladrões de "Cães de Aluguel"
 Segunda - 25/10 - 15h
O Escorpião de Jade
Dir. Woody Allen, EUA, 2001, col. 110min.
Briggs (Woody Allen) é, segundo ele mesmo, o melhor investigador de seguros dos anos 40. Desta vez, precisa capturar um ladrão que utiliza poderes hipnóticos oriundos do Escorpião de Jade.
Local: Espaço Edith Cultura  - Cineclube de Bragança
R. Cel. Leme, 176 - Centro - Bragança Paulista

Woody Allen em "O Escorpião de Jade"

Quinta - 28/10 - a partir das 17h30min
D.I.A. - Dia Internacional da Animação 2010
Organizado pela Associação Brasileira de Cinema de Animação, a mostra chega em sua 7ª edição, acontecendo simultaneamente em mais de 400 cidades brasileiras. Envolvendo produções de 51 países. Mais informações: http://www.diadaanimacao.com.br/
Local: Espaço Edith Cultura - Cineclube de Bragança
R. Cel. Leme, 176 - Centro - Bragança Paulista

D.I.A. pela 3° vez em Bragança Paulista

Belo Horizonte Radical

Na quinta-feira 16/09, como é de costume, a conta bancária escolar estava com problemas. Na sexta de manhã, corri pro banco resolver uns lances e por volta das 11h00, parti junto de Sergio e Velhote pra Campinas, pegar o voo das 13:02 da companhia Gol, com destino à Belo Horizonte, onde faríamos/fizemos um show de rock pauleira em praça pública, dentro da edição inaugural do grandioso festival Transborda.

No caminho, uma boa dose de psicodelia com os californianos do Love, incontáveis audições da mixagem do disco novo do Leptospirose e, após um tempo, uma leve e cada vez mais gradativa preocupação com o nosso embarque. Quando tudo estava praticamente 100% “extourado” em termos de horário, demos numa encruzilhada que indicava São Paulo, Sorocaba e mais alguma coisa prum lado e Campinas mais duas outras cidades pro outro sem qualquer sinalização do aeroporto. Na tensão das horas liguei pro meu amigo campineiro Ete e não o encontrei. Dei uma volta a pé pelo arredores da encruzilhada, conversei com um caminhoneiro, corri pro carro e partimos em direção à placa de São Paulo.


Leptos no Festival Transborda
Como era esperado, não conseguimos embarcar no voo das 13h02, o voo seguinte da Gol era as 21h30, nosso show mineiro era as 20h30 e na tensão geral das coisas todas, compramos as duas únicas passagens disponíveis do voo Azul das 14h00 - agitamos o reembolso da ida com a Gol, descolamos um terceito ticket Azul e partimos pra Minas Gerais.

Durante todo este turbilhão, avisamos os mineiros do Coletivo Pegada sobre o nosso atraso de uma hora e rock. No avião, aquela coisa de sempre, desde o nosso acidente automobilístico europeu, todo e qualquer meio de transporte que nos conduz sem sermos os chefes da situação nos atormenta. Decolagem ok, pouso ok, medo aéreo geral, bagagens no carrinho, área de desembarque, encontro com Luciano do Coletivo Pegada, uma hora de van e hotel!!!

Hotel, bonito e elegante no maior estilo flat com sala, quarto, cozinha e banheiro. Ficamos lá de bobeira uma cara e as 19h30 fomos junto com o caras do Macaco Bong, que estavam hospedados no mesmo hotel, pro restaurante geral, bater um PF maravilha pura, ao lado de uma rapaziada massa total tipo, Foca DoSol e Alex Antunes. Depois do rango, embarcamos de van pro local do show, a Praça da Estação, lugar todo bonitão, central, com dois palcos altamente gigantes e bem equipados, onde estava rolando uma luta de classes entre o poder executivo de BH e o poder executivo de BH - que ao mesmo tempo, apoiava e criava empecilhos burocráticos que travavam a execução do evento.

Público curte Leptos em BH
 
Infelizmente, [por motivos de burocracia política inescrupulosa], não pudemos montar nossa barraca de mershandising que era muitíssimo pesada com 10 unidades de lecker, 10 de invernada, 10 de mula poney, 10 livros, 10 dvds, muitos vinis [que davam o peso] e algumas camisetas. Devido aos trâmites burocáritos governamentais de gesso, o evento estava atrasado, os camarins sendo montados, o som sendo passado, o público comparecendo, a webrádio fora do eixo se ligando, o som prestes a ser ecoado pelas gigantescas caixas de som que sonorizavam o ambiente e tudo mais ...

Atrás do palco, pouco antes do nosso show, o fabuloso tio do ECAD chegou junto querendo obter algumas informações a meu respeito, recebendo um caloroso CLARO da minha pessoa. Fomos direto ao assunto e quando ele disse que não conhecia o grupo Leptospirose confesso que fiquei muito pensativo/conflituoso, pois como alguém do ECAD ou da OMB, pode não conhecer o grupo Leptospirose? Frustradísso, sentindo-me um tanto não representado, destilei parte do nosso setlist pro tio num bate papo muito monstruoso onde eu dizia Slayer, ele pedia pra eu soletrar e eu soltava um clássico I-S-L-Ê-I-E-R e ele escrevia Islêier - uma hora eu disse: música 7 - Referências medievais se fazem urgentes - seguido de um lindo: - O sr. não acha? Mais na frente, música 9 - My name is Luis Henrique Camargo Duarte and yours? e ele respondeu: - And yours é a 10? e eu disse: - não tio, My name is Luis Henrique Camargo Duarte significa que meu nome é Luis Henrique Camargo Duarte e and yours quer dizer, e o seus? Meu nome é Luis Henrique e o seu nome qual é? Entendeu? Entendi! Bom nome de música esse o sr. não acha? Lá pra música 12 ou 13 ele disse que já tínhamos o suficiente e eu concordei dizendo que só faltavam umas 17 e ele mesmo assim achou que já era hora de pararmos.

Velhote e Quique

Das várias atrações anunciadas, apenas três [por motivo de gesso] tocaram na sexta feira, nóis, os caras do Cães do Cerrado e o Cidadão Comum. A primeira atração do noite foi o Cães do Cerrado, com seu punk rock cru e nacional que me soou estilão Plebe Rude / nacional 80, com um vocalista muito fera. No meio do show, um doido com três pontos de vantagem [1. usava bigode], [2. vestia uma camiseta da Revista Quase] e 3. [gostava de Leptospirose] subiu lá e cantou um rock agitado e cheio de empolgação jovial com os caras. Depois do Cães, o Cidadão Comum soltou vários sons de protesto no maior estilo rap/funk/rock. Chegou nossa vez. Subimos no palco, fomos apresentados por um casal-mestre-de-cerimônias bem massa, pedimos pra aumentar o som, uma galera chegou junto e a agressão começou geral, rock pra todo lado, som embolado no palco, três canções seguidas, uma conversa com a mesa de som pra melhorar a situação ali dentro - e - rock de novo ...

Antes da metade do show, o monitor de retorno que ficava do lado do Velhote explodiu, fumaça pra todo lado, nego da técnica desconsolado e mais rock. Quando voltamos do incêndio da caixa, o som estava um desastre, 100% sem referência com os caras da técnica sumidos do palco, fomos fazendo o que o cérebro autorizava e numa velocidade rockeira muito louca, fomos perdendo o andamento várias vezes, tacando o foda-se geral até o fim da parada. Achei nosso show meio longo, geralmente ele é menor, mas enfim ...
  
Serginho

Muitíssimo cansados vindos de atividades grotescamente radicais desde o fim de julho, partimos pro hotel e dormimos. As 6H30 da manhã Velhote acordou e disse que não iria voltar de avião, que estava sofrendo de pânico e que voltaria de ônibus. Entrei na van com Sergio, nos despedimos de Velhote e rock geral pro aeroporto - muito atrasados mais uma vez - quase perdendo o nosso segundo voo do fim de semana. Na área de embarque, numa correria muito doida pra encarar a aeronave, comprei uma revista Rolling Stone com a Dilmona na capa, entrei no avião e fiquei lendo sem parar até atingir o chão de Campinas, [como eu disse antes, tudo o que não está sob nosso controle em termos locomotivos nos atormenta e no meu caso, a literatura de revistas sempre salva]. Entrei em Bragança por volta das 13h00, liguei pra minha esposa, passei em casa, ela entrou com as crianças no carro, deixamos Serginho na casa dele e fomos pra uma festa infantil.

Velhote

Quique Brown
domingo 19/09/2010

23 de setembro de 2010

O Drama da Seca



A saga de uma família de retirantes nordestinos, que foge do drama da seca em busca de melhores condições de vida. Um tema inesgotável, apesar do tempo. Assim é o enredo do filme Vidas Secas.


Baseado na obra do escritor alagoano Graciliano Ramos e considerado um dos melhores longa-metragens brasileiros de todos os tempos, Vidas Secas foi rodado em 1963 com locações em Alagoas e conta a história do vaqueiro Fabiano e sua família. Gente simples que vive as misérias de uma terra árida e cruel, na esperança de dias melhores.

Sessão:

Segunda, 27 de setembro - 19h - Grátis
Espaço Edith Cultura - Cineclube de Bragança
R. Cel. Leme, 176 - Centro
Bragança Paulista

Medo do desconhecido

O Bebê de Rosemary narra a história de um casal que se muda para um apartamento em Nova Iorque e passa a se envolver com seus vizinhos, que se tornam indesejavelmente assíduos em suas visitas. Visitas que passarão a ser a causa do transtorno vivido por Rosemary (Mia Farrow). A história se desenvolve a partir do envolvimento de seu marido (John Cassavetes), um fracassado ator, com um casal de idosos que atraem sua atenção desmedida por um obscuro interesse, que envolve Rosemary e sua gravidez. Daí a futura mãe passa a experimentar uma incomum e sofrida gravidez, passando a ser controlada por seus vizinhos vivendo um ostracismo doentio e impositivo. Com a crescente tensão em que Rosemary está inserida, suas fugas e solicitações passam a ser consideradas atitudes de insanidade psicológica por seus conhecidos, o que gera uma certa ambigüidade característica no estilo de Polanski.


A sensação que temos é de experimentarmos um certo conflito entre a alucinação e a realidade. Pelo fato do diretor trabalhar o filme nesta linha tênue que separa o mundo pessoal de Rosemary, ora acreditamos ser real a circunstância do ritual, ora, repentinamente, nos tornamos céticos e julgamos ser um delírio neurótico da personagem, muito embora todos os fatos narrativos nos creditam uma veracidade sobre o casal de feiticeiros.


Polanski está interessado em usar o medo do desconhecido como mola propulsora de uma análise devastadora da família norte-americana, de seus sonhos pequeno-burgueses, de suas aspirações tão conhecidas, domesticadas e inofensivas.

Sessão:

Domingo, 26 de setembro - 20h - Grátis
Espaço Edith Cultura - Cineclube de Bragança
R. Cel. Leme, 176 - Centro
Bragança Paulista

22 de setembro de 2010

A história que começa pelo fim


"Amnésia não é um filme comum: é no roteiro que está sua originalidade. Obedecendo à percepção temporal do protagonista esquecido, a narrativa fílmica desconstrói o sentido natural do tempo e se apresenta de trás para frente. Quer dizer, em vez de as tomadas seguirem o encadeamento cronológico padrão vindo do passado para o presente — diretamente, ou mesmo em flashsback que geralmente retornam aos fatos anteriores para reconstituírem linear e cumulativamente a sucessão de eventos —, Amnésia conta seu enredo na ordem temporal inversa. A história começa pelo fim. Em sua primeira cena, a revelação de um negativo Polaroid, a imagem fotografada de um cadáver empalidece lentamente. No avesso do sentido usual, a foto não se torna nítida e aos poucos vai sumindo até desaparecer. Apesar de fugaz, a cena insinua toda a estrutura do roteiro. Desde o início sabe-se que o protagonista matou um homem, mas tal como desmemoriados, desconhecemos os fatos prévios que conduziram àquela situação."


"Contra toda obviedade, Amnésia desmonta os elos do raciocínio linear e impede que se estabeleçam vínculos fáceis entre a contigüidade temporal e a explicação causal. Na marcha ré do tempo, o filme é uma dramática perseguição às causas das ações do seu protagonista. No limite, trata-se de uma tentativa desesperada para oferecer sentido às ações de um homem que mesmo sem conseguir entender o significado dos seus próprios atos, quer obstinadamente alcançar uma meta futura. Entre a memória de um passado perdido e a perseguição de um destino que, sendo realizado ou não, será inexoravelmente esquecido, o protagonista está preso em um tempo eternamente atual."


"Sua consciência não registra a experiência da mobilidade temporal e, portanto, o presente se lhe parece inalterado. Não que tivesse desaprendido o significado das palavras antes/passado, durante/presente, depois/futuro. Leonard não perdeu o entendimento ou a razão; e algumas de suas faculdades intelectuais permaneciam intactas. O que ele não possuía mais era a capacidade de reunir os fragmentos das suas ações emprestando-lhes algum sentido. Sabia quem era e aonde queria chegar, mas não entendia se o que acabara de fazer era compatível com sua identidade e intenção. Refém do esquecimento, Leonard perdeu a natural habilidade de compreender e explicar o fluxo do tempo."


Sessão:

Sexta, 24 de setembro - 20h - Grátis
Espaço Edith Cultura - Cineclube de Bragança
R. Cel Leme, 176 - Centro
Bragança Paulista - SP


Trechos do texto da historiadora Norma Cortês
Fonte:  http://www.espacoacademico.com.br/022/22ccortes.htm

15 de setembro de 2010

Cineclube nas Escolas

Cineclube nas Escolas - 2009
Em parceria com a Secretaria Municipal de Educação o “Cineclube de Bragança”, projeto do Espaço Edith Cultura vem desenvolvendo nas 69 escolas da rede municipal o projeto “Cineclube nas Escolas”. O piloto do projeto foi realizado em oito escolas no ano de 2009. Como foi bem sucedido decidiu-se ampliar o projeto para que pudesse atender todas as escolas da rede municipal. A equipe do Espaço Edith Cultura vai até as escolas com projetor e tela a fim de exibir para crianças da educação infantil (três a seis anos) e do ensino fundamental (sete a dez anos)  filmes em curta metragem com conteúdo pedagógico. A intenção  do projeto é dar acesso ao entretenimento ligado às ações pedagógicas e fazer as crianças descobrirem o cinema. O projeto disponibiliza aos professores, material de apoio para que possam continuar o trabalho em sala de aula. Após a exibição há ainda um bate papo sobre os filmes, que é bem aceito por alunos e professores, que dão sua opinião sobre o que foi apresentado. Os filmes escolhidos para as crianças da educação infantil são todos em animação e trabalham conteúdos como alfabeto e numerais, por exemplo. Já os filmes apresentados às crianças do ensino fundamental procuram trabalhar com conteúdos que discutam o bullying, a inclusão social, poluição e ecologia. Entre os filmes exibidos estão: “Os meninos”, “Mãos de vento, olhos de dentro”, “Brincando de gente grande” e “Moco Jack”.

Cineclube nas Escolas - 2009

Cineclube exibe "O Iluminado" neste domingo



O Iluminado
(Estados Unidos/ Reino Unido 1980 • cor • 119 min)
Direção Stanley Kubrick – Com Jack Nicholson

Passa-se no contexto de uma família isolada em um hotel, do qual tomam conta, cujo pai, escritor, sofre da antes introduzida Síndrome da Cabana, que ocorre quando pessoas vivendo muito tempo enclausuradas se rebelam umas contra outras.

http://www.youtube.com/watch?v=Zr0UtXRqtqc

1 de setembro de 2010

Do it together

I Congresso Regional Fora-do-Eixo

Por Vanessa Lenzini

Neste fim de semana passado (20 à 22 de agosto) , o Edith Cultura participou do Congresso Regional Fora-do-Eixo, em São Carlos. O evento reuniu integrantes de 13 coletivos de São Paulo e Rio, proporcionando um espaço de muita troca de tecnologias e fortalecimento de redes.
Planejado, organizado e realizado pelo coletivo Massa Coletiva, o Congresso aconteceu no centro de Economia Solidária Hebert de Souza- ECOSOL, local representativo dentro dos temas em debates e do fato do coletivo Massa laçar sua moeda criativa: os Marcianos.

Após a chegada, cadastramento, marcianos no bolso, partimos para a escolha dos GTs. Aconteciam 4 Gts simultâneos, em que estavam se discutindo questões comuns e constituintes de organogramas dos coletivos Fora do Eixo. Eram eles: Sustentabilidade, Circulação, Tecnoarte e Comunicação. Como éramos em dois, focamos em Sustentabilidade e Comunicação.
O clima dos GTs era de um espaço descontraído, com a participação efetiva dos presentes em uma discussão aprofundada sobre assuntos como administração de coletivos, organogramas em construção, compartilhamento de tecnologias e modos de fazer. Palavras que de início pareciam estranhas a um vocabulário comum, logo se transformavam em conceitos e começavam a serem usadas com naturalidade.

O GT de Sustentabilidade demonstrou que uma fórmula simples pode ser empregue para que a máxima “Do it yourself”, se transforme no “Do it together”, afirmando-se enquanto auto-gestão realmente coletiva. Para isso, mostrou necessário desenvolver alguns eixos norteadores dentro do coletivo como a clara divisão de tarefas, valoração simbólica do trabalho, oferecer uma tabela de serviços e descrição do projeto em execução, tudo sendo compartilhado na rede.
Rádio e TV Web, criação de plataformas dentro na Internet e fortalecimento do Software Livre, com oficinas e workshops espalhados pelo estado, foram temas do GT de Comunicação. Estas discussões vão de encontro ao que, atualmente, o Edith Cultura vem implantando na área de comunicação e que pode desenvolver ainda mais. Exemplos dessas ações são: tv web, documentação fotográfica e de vídeo, transmissões ao vivo de shows e o blog bem ativo.

Além dos encontros e trocas de informações nesses espaços direcionados ao aprimoramento do trabalho, a parada do café, das refeições, o futebol à noite eram momentos de trocas e de identificação entre os participantes que, muitas vezes, encontravam experiências comuns, ou acrescentava diferenças a suas. Enfim, em dois dias de imersão total na troca de tecnologias e experiências dos coletivos, o Congresso Regional Fora do Eixo proporcionou ar fresco e grandes injeções de incentivo e ânimo para repercutir mais ações do Edith, fortalecidas como parte do Circuito Fora-do-Eixo.

Programação de Cineclube do mês de setembro

Domingo - 12/09 – 20h
Psicose

(Estados Unidos, 1960 • p&b • 109 min) Direção Alfred Hitchcok
Psicose começa com a secretária Marion dando um desfalque de 40 mil dólares na imobiliária
onde trabalha. Cansada, vai parar no Motel Bates, um lugar decadente, que quase fechou suas portas após o desvio da auto-estrada. Lá, é recepcionada por um simpático mas estranho rapaz, Norman Bates, um tímido, dominado pela mãe.
http://www.youtube.com/watch?v=N8eQ6KTif5U&feature=fvsr



Domingo - 19/09 – 20h
O Iluminado
( Estados Unidos / Reino Unido • 1980 cor • 119 min) Direção Stanley Kubrick
Passa-se no contexto de uma família isolada em um hotel, do qual tomam conta, cujo pai, escritor, sofre da antes introduzida Síndrome da Cabana, que ocorre quando pessoas vivendo muito tempo enclausuradas se rebelam umas contra outras.
http://www.youtube.com/watch?v=Zr0UtXRqtqc




Sexta - 24/09 – 20h
Amnésia
(Estados Unidos, 2000 • cor / p&b • 113 min ) Direção Christopher Nolan
Um ladrão ataca um casal, terminando por matar a mulher e deixando o homem à beira da morte. Porém, ele sobrevive e, a partir de então, passa a sofrer de uma doença que o impede de gravar na memória os fatos recentes, o que faz com que ele esqueça por completo o que acontece poucos instantes antes.
http://www.youtube.com/watch?v=0vS0E9bBSL0




Domingo - 26/09 – 20h
O Bebê de Rosemary

(Estados Unidos 1968 cor • 136 min) Direção Roman PolanskiUm jovem casal se muda para um prédio habitado por estranhas pessoas. Quando engravida, ela vê que seu marido se envolveu com os vizinhos, pertencentes a uma seita de bruxas.

http://www.youtube.com/watch?v=Ogfqfnt2Aaw




Segunda - 27/09 – 19h
Vidas secas

(Brasil 1963 • p&b • 103 min) Direção Nelson Pereira dos Santos
Pressionados pela seca, uma família de retirantes composta por Fabiano, Sinhá Vitória, o menino mais velho, o menino mais novo e a cachorra Baleia, atravessam o sertão em busca de meios para sobreviver.
http://www.youtube.com/watch?v=KstzYKemMnM



Vá a um show do Leptos e morra feliz!

Por Thiago Capodeferro

Depois do decepcionante público do show do Nevilton + Fast Food Brazil (que foi ótimo, como já dito aqui antes), parece que o pessoal resolveu se redimir. Leptospirose, Luno e Rock Rocket levaram um bom público para o Taberna Dharma na sexta feira, 20, e começaram bem o fim de semana de quem foi.

Público que foi ao show não se arrependeu - Foto de Du Osaki


O Luno continua com a sua pegada indie rock e levada dançante. O repertório dos caras já está na ponta da língua de muita gente. “A minha calça mexe quando eu te vejo” é uma cantada que tem pouquíssimas chances de funcionar, mas o refrão de Doce Palavra funciona muito bem no palco com o Luno.


As músicas do Luno já estão na boca de muita gente - Foto de Stephanie Marino

O Leptospirose ao vivo é sempre uma experiência intensa. É impressionante a presença de palco da banda. Sempre tocando alto e despejando um som atrás do outro, sem dar chance de ninguém respirar ou para ver o que está acontecendo. É uma locomotiva passando por cima de você, sem dar chance de defesa. Se você gosta de um som pesado e sem frescuras, não pode morrer feliz se ainda não viu o Leptos ao vivo. Você sabia que o dono do bar do Zé se chama Milton e que o dono do bazar do Salomão se chama Francisco? Não? Leptospirose também é cultura.


O Leptospirose incendiou o público - Foto de Fran Romagnoli


O trio Rock Rocket fechou a noite com seu som falando sobre essas coisas boas da vida, como cerveja, rock n’ roll e diversão. Guitarras rápidas, refrões grudentos e bem humorado o Rock Rocket entrou madrugada adentro quebrando tudo. Com um VMB nas costas, os caras mostraram que rockeiros também amam, e que com eles o som vai ser sempre alto e vai ser sempre bom.


O Rock Rocket trouxe bom humor para Bragança - Foto de Du Osaki


Quer mais fotos? Acesse:

http://www.flickr.com/photos/edith_cultura/ - Fotos de Fran Romagnoli

http://www.facebook.com/profile.php?id=100001018510172&ref=search#!/album.php?aid=15667&id=100001018510172 - Fotos de Du Osaki

http://www.orkut.com.br/Main#Album?uid=7042406138537492097&aid=1283110516 - Fotos de Stephanie Marino