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23 de julho de 2011

“Não É Possível” faz ultima apresentação no Festival de Inverno

Sessões de cineclube e música são sucesso de público

O “Não é Possível! Cinema e Som” é a versão contemporânea de uma prática que nasceu junto com o cinema: exibições de filmes acompanhadas de apresentações musicais. O resgate dessa técnica tem a intenção de ampliar a experiência audiovisual do espectador, a partir da união de filmes e músicos, que executarão a trilha sonora do filme ao vivo.



Nesta segunda, dia 25 será a última apresentação do projeto “Não É Possível! Cinema e Som” no Festival de Inverno 2011. O filme exibido será o documentário “The History of Anvil”, que já foi apresento em diversos festivais pelo mundo. Diferente de outros documentários sobre música, o filme, mostra o lado da dificuldade, decepções, fracasso e a falta de reconhecimento pelo qual passou e ainda passa a banda “Anvil”, que foi influência para nomes de peso, como o Metallica.



A parte musical ficará a cargo da banda Vendo 147, a mais elogiada banda de rock instrumental baiana, famosa por inovar no chamado clone drum, onde dois bateristas tocam ao mesmo tempo e dividem o mesmo bumbo.





Serviço:

Não É Possível! Cinema e Som” no Festival de Inverno
“The History of Anvil’ + Vendo 147
25/07, segunda, às 20h. Grátis
Museu Oswaldo Russomano
End. R. Cel João Leme, 520

16 de julho de 2011

"Uma noite em 67" + Os Rélpis

Depois de o sucesso de "Pioneiros e Primitivos" + Giant Steps, o "Não É Possível! Cinema e Som" no Festival de Inverno dá vez à era dos festivais. Nesta segunda, dia 18/07 o Cineclube do Espaço Edith Cultura, em parceria com a Secretaria Municipal de Cultura e Turismo apresenta "Uma noite em 67" +  a apresentação da banda "Os Rélpis".

O “Não é Possível! Cinema e Som” é a versão contemporânea de uma prática que nasceu junto com o cinema: exibições de filmes acompanhadas de apresentações musicais. O resgate dessa técnica tem a intenção de ampliar a experiência audiovisual do espectador, a partir da união de filmes e músicos, que executarão a trilha sonora do filme ao vivo.

Uma noite em 67

Era 21 de outubro de 1967. No Teatro Paramount, centro de São Paulo, acontecia a final do III Festival de Música Popular Brasileira da TV Record. Diante de uma plateia fervorosa - disposta a aplaudir ou vaiar com igual intensidade -, alguns dos artistas hoje considerados de importância fundamental para a MPB se revezavam no palco para competir entre si. As canções se tornariam emblemáticas, mas até aquele momento permaneciam inéditas. Entre os 12 finalistas, Chico Buarque e o MPB 4 vinham com “Roda Viva”; Caetano Veloso, com “Alegria, Alegria”’; Gilberto Gil e os Mutantes, com “Domingo no Parque”; Edu Lobo, com “Ponteio”; Roberto Carlos, com o samba “Maria, Carnaval e Cinzas”; e Sérgio Ricardo, com “Beto Bom de Bola”. A briga tinha tudo para ser boa. E foi. Entrou para a história dos festivais, da música popular e da cultura do País.


“É naquele momento que o Tropicalismo explode, a MPB racha, Caetano e Gil se tornam ídolos instantâneos, e se confrontam as diversas correntes musicais e políticas da época”, resume o produtor musical, escritor e compositor Nelson Motta. O Festival de 1967 teve o seu ápice naquela noite. Uma noite que se notabilizou não só pelas revoluções artísticas, mas também por alguns dramas bem peculiares, em um período de grandes tensões e expectativas. Foi naquele dia, por exemplo, que Sérgio Ricardo selou seu destino artístico ao quebrar o violão e atirá-lo à plateia depois de ser duramente vaiado pela canção “Beto Bom de Bola”.


O documentário Uma Noite em 67, dirigido por Renato Terra e Ricardo Calil, mostra os elementos que transformaram aquela final de festival no clímax da produção musical dos anos 60 no Brasil. Para tanto, o filme resgata imagens históricas e traz depoimentos inéditos dos principais personagens: Chico, Caetano, Roberto, Gil, Edu e Sérgio Ricardo. Além deles, algumas testemunhas privilegiadas da festa/batalha, como o jornalista Sérgio Cabral (um dos jurados) e o produtor Solano Ribeiro, partilham suas memórias de uma noite inesquecível.

Gil canta  "Domingo no Parque"

Sinopse

No teatro: aplausos, vaias, um violão quebrado, guitarras estridentes. No palco: os jovens Chico Buarque, Caetano Veloso, Gilberto Gil, Roberto Carlos, Edu Lobo e Sérgio Ricardo. As músicas: “Roda Viva”, “Ponteio”, “Alegria, Alegria”, “Domingo no Parque”. E só um deles sairia vencedor. Isso é Uma Noite em 67, um convite para viver a final do Festival da Record que mudou os rumos da MPB.

Caetano canta "Alegria, Alegria"

Contexto histórico

Entre 1965 e 1972, o Brasil viveu o auge do que ficou conhecido como a Era dos Festivais. Organizados pelas TVs Record, Excelsior, Globo e Rio em forma de programas de auditório, os festivais eram grandes competições da música brasileira que se mostraram capazes de mobilizar a população tanto quanto uma disputa de clássicos no futebol.

Roberto canta "Maria, Carnaval e Cinzas"
Nesses programas, novos compositores e intérpretes ganhavam espaço para mostrar seu talento. Nomes como Elis Regina, Jair Rodrigues, Edu Lobo, Nara Leão, Chico Buarque, Caetano Veloso, Jorge Ben e Raul Seixas emocionaram multidões em apresentações históricas, sedimentaram suas carreiras e ajudaram a fazer a transição do intimismo da bossa nova e do samba-canção para a encruzilhada de possibilidades da MPB. Tradição e modernidade se desentenderam e fizeram as pazes nos festivais – especialmente no da TV Record, de 1967, no qual as tensões políticas do País ajudaram a esquentar uma já quente briga. O saldo da edição foi um violão quebrado, uma MPB inaugurada e algumas canções imortalizadas.

Chico e o MPB 4 cantam "Roda Viva"
 Fonte: http://www.umanoiteem67.com.br/
 
Os Rélpis
 
Banda araraquarense com três anos de estrada, trás na bagagem muito experimetalismo sonoros, um visual que atrai até os olhares menos atentos, passagem por mais de vinte festivais pelo Brasil e dois álbuns (“Cá do meio de lá” e “Do fruto, o escracho monumental caramelizado”). (...)


 Os Rélpis dão sentido à bricolagem artística misturando sonoridades que partem da tradição de música popular ao moderno rock, buscando evidenciar o hibridismo musical que compõe a formação musical da banda de forma hilária e cômica, assim retomam aspectos que lembram o tropicalismo e a antropofagia cultural da década de 60. Essa mescla de elementos musicais variados traz também a "quebra" das categorias que definiriam a identidade da banda, podendo, esta, ser chamada de grupo de "rock", ou de "MPB", ou de "baião", ou de ”blues”, mas sendo na realidade, uma nova expressão de toda essa diversidade que não se caracteriza por delimitar-se dentro de um estilo, mas por flutuar entre diversos estilos.

Fonte: http://www.osrelpis.com/

Serviço:
Não É Possível! Cinema e Som” no Festival de Inverno
“Uma noite em 67” + Os Rélpis
18/07, segunda, às 20h. Grátis
Museu Oswaldo Russomano
End. R. Cel João Leme, 520

9 de julho de 2011

O cinema em estado primitivo

Dando continuidade ao projeto “Não É Possível! Cinema e Som” no Festival de Inverno, o Cineclube do Espaço Edith Cultura apresenta “Primitivos e Pioneiros” com a participação da banda Giant Steps.

A série “Primitivos e Pioneiros” foi organizada pela Rede BBC de Londres com o intuito de possibilitar o acesso às primeiras imagens do cinema feitas pelos pioneiros na construção das narrativas cinematográficas. São dezessete filmes em curta metragem, em geral trazendo uma história aventuresca ou engraçada. É possível assistir o nascimento do close em personagens, da narrativa de perseguições, da fantasia e da ilusão.

É realmente o cinema em estado primitivo. Todos os curtas são do período de 1895 a 1910, incluindo as primeiras imagens dos irmãos Lumiere, os inventores do cinema. Entre os franceses também estão Pathe e George Mellies. O inglês Hepworth e o norte-americano Thomas Edson completam a lista.


"A chegada do trem", dos irmãos Lumiere, o primeiro filme da história

Se a experiência já não fosse rara o suficiente para chamar a atenção dos espectadores, o Espaço Edith Cultura, através do Cineclube no Festival de Inverno, apresenta a exibição desses curtas dentro do projeto “Não É Possível! Cinema e Som!”. Com os filmes originalmente mudos, o trio de jazz Giant Steps recriará o ambiente dos antigos cinemas, executando uma trilha sonora ao vivo. A técnica de exibições de filmes acompanhada de apresentações musicais nasceu junto com o cinema e o “Não É Possível” é uma tentativa de resgate dessa técnica com a intenção de ampliar a experiência audiovisual do espectador.


A banda Giant Steps


Serviço:
Não É Possível! Cinema e Som” no Festival de Inverno
“Primitivos e Pioneiros” + Giant Steps
11/07, segunda, às 20h. Grátis
Museu Oswaldo Russomano
End. R. Cel João Leme, 520

3 de julho de 2011

"O Mistério do Samba" + Dragão Imperial

A primeira sessão do "Não É Possível - Cinema e Som" no Festival de Inverno acontece amanhã, dia 04/07 às 20h, no Museu Oswaldo Russomano, com a excibição do fime "O Mistério do Samba" e a participação da ala de compositores da escola de samba Dragão Imperial.

Será a segunda vez que a Drgão Imperial se aprensentará no cineclube, em parceria com o Espaço Edith Cultura. A primeira foi em no Festival de Inverno do ano passado, durante a aexibição de "Geraldo Filme", um mergulho no universo do samba e da cultura negra paulista, através da obra do compositor Geraldo Filme.

Ala de Copmsitores da Dragçao Imperial no Cineclube, em 2010

Com direção de Carolina Jabor e Lula Buarque de Hollanda, O Mistério do Samba é um documentário que retrata a história e o cotidiano dos integrantes da Velha Guarda da Portela – tradicional grupo de veteranos sambistas da escola de samba que detém o maior número de títulos no carnaval do Rio de Janeiro – e como este cotidiano torna-se inspiração para músicas que estão entre as mais belas do cancioneiro popular do país.




O filme acompanha Marisa Monte, uma das mais importantes cantoras e compositoras da MPB contemporânea, realizando um trabalho de resgate de composições que estavam quase esquecidas – afinal, esses sambistas não têm o hábito de registrar todas as letras e melodias criadas em rodas de sambas e, assim, muitas delas existiam apenas na memória de alguns.




 
O Mistério do Samba conta com as participações especiais de Paulinho da Viola e Zeca Pagodinho, dois outros grandes nomes da música brasileira, admiradores e freqüentadores da Portela, e ainda discípulos dos bambas da Velha Guarda


Serviço:


“Não É Possível! Cinema e Som” no Festival de Inverno
(Projeto do Espaço Edith Cultura)

Dias 04, 11, 18 e 25/07, segunda feiras, às 20h. Grátis
Museu Oswaldo Russomano
End. R. Cel João Leme, 520

30 de junho de 2011

Cineclube apresenta "Não é Possível! Cinema e Som" no Festival de Inverno


(Foto de Felipe Gonçalves) 

Mais uma vez o Espaço Edith Cultura traz à Bragança o projeto “Não é Possível! Cinema e Som”, desta vez no 10° Festival de Inverno da cidade. O “Não é Possível! Cinema e Som” trata-se da versão contemporânea de uma prática que nasceu junto com o cinema: exibições de filmes acompanhadas de apresentações musicais. O resgate dessa técnica tem a intenção de ampliar a experiência audiovisual do espectador, a partir da união de filmes e músicos, que executarão a trilha sonora do filme ao vivo. Em 2009 foram apresentadas cinco sessões no decorrer do ano, com filmes e músicos de variados gêneros.

Dessa vez serão quatro sessões, sempre as segundas, às 20h, no Museu Oswaldo Russomano.
Acompanhe a programação:

04/07 - O mistério do Samba, com participação do Grupo da Dragão Imperial

11/07 – Primitivos Pioneiro, com participação da banda Giant Steps

18/07 – Uma noite em 67, com participação da banda Os Relpis

25/07The history of Anvil, com participação da banda Vendo 147

(Arte de Binho Miranda - NEP 2009)

Serviço:

“Não É Possível! Cinema e Som” no Festival de Inverno
(Projeto do Espaço Edith Cultura)

Dias 04, 11, 18 e 25/07, segunda feiras, às 20h. Grátis
Museu Oswaldo Russomano
End. R. Cel João Leme, 520