A 13ª Edição do Festival de Arte Serrinha chega à segunda semana com uma programação diversificada e aberta ao público.
Entre as atrações gratuitas estão as Mesas e Debates que acontecem na Fazenda Serrinha e espetáculos de dança, que acontecem no Teatro Rural do Busca Vida.
Dois dos artistas que se apresentam no Festival de Arte Serrinha também estarão no Festival de Inverno de Bragança Paulista: Diogo Granato e Morena Nascimento, referências da dança contemporânea brasileira.
Diogo Granato apresenta o espetáculo Sketchbook no dia 19/07, às 14h, na Praça Raul Leme, e no dia 20/07, às 16h no Teatro Rural.
Morena Nascimento apresenta, ao lado Carolina Bianchi, o espetáculo Rêvieri, na Casa de Cultura, no dia 19/07, às 20h, com entrada gratuita.
Marcelo Delduque
Confira a programação da semana:
Mesas e Debates
16 de julho (quarta), às 19h - Grátis
Arte erudita e arte popular - Com Bené Fonteles, Ronaldo Fraga e Roberto Rugiero. Mediação de Denise Mattar.
18 de julho (sexta), às 19h - Grátis
Raízes da música brasileira, com Letieres Leite e Mestre Dalua. Mediação de Patrícia Palumbo.
Carol Quintanilha
Cine Rancho
Dias 18 e 19 de julho (sexta e sábado), às 21h - Grátis
A Nave, de Luiz Otavio de Santi Uma viagem com a Jazz Sinfônica de São Paulo Documentário, 85 minutos. Direção – Luiz Otavio de Santi. Produção – Renato Ciasca, Drama Filmes. Ano – 2013.
Este documentário de longa metragem mostra cinco anos de gravações e de convívio com a orquestra mais original do Brasil, talvez do mundo: a Jazz Sinfônica de São Paulo. Excelência da música popular do planeta, da música viva e inclassificável, com uma roupagem sinfonica. O filme apresenta 90 músicos em suas rotinas de trabalho com imagens e sons muito próximos e vibrantes, dentre eles o maestro Cyro Pereira. Um filme original num emocionado encontro entre cinema e a música. Uma “sincromia” de luzes e sons que renova o olhar para os filmes musicais. Nesta mágica dimensão os personagens compõem sua própria trilha sonora.
O Cine Rancho fica na Estrada do Novo Horizonte Km 3, Saída Km 79 da Rodovia Padre Aldo Bollini
Manuela Eichener
Dança
Rêvieri: Sonho se desestre cósmico com final de feliz imaginado por uma atriz e uma bailarina ou an uncontralled response - Morena Nascimento e Carolina Bianchi Dia 19 de julho, sábado, às 14h - Casa de Cultura - Grátis
O espetáculo atravessa as fronteiras do teatro e da dança: imagens, coreografias e textos misturam-se para irromperem através da intérprete na cena.
Haroldo Saboia
Sketchbook – Diogo Granato
Dia 19 de julho, sábado, às 14h - Praça Raul Leme - Grátis
Dia 20 de julho, domingo, às 16h - Teatro Rural - Grátis
Sketchbook é um espetáculo que mistura teatro, dança, parkour e música, apresentando parte dos rascunhos e anotações do coreógrafo Diogo Granato, colhidas ao longo de sua carreira e nunca utilizadas em seus trabalhos. As sketchs – pequenas cenas - são apresentadas uma após a outra sem transições, deixando claro que são ideias distintas e que não constituem juntas uma linha dramatúrgica. Inspirado pela nova tendência das artes plásticas em apresentar os cadernos de esboços dos artistas como obras em si, o espetáculo é uma exposição de registros que geralmente não chegam ao público, uma mostra do imaginário e da coleta de informações de um bailarino/coreógrafo/diretor em um estado mais cru.
Pela primeira vez em suas criações, Diogo utiliza marcações e cenas pré-estabelecidas. Em Sketchbook, se faz necessário o uso de pequenas cenas que representam, cada uma, uma entrada nesse caderno de rascunhos, isto sendo natural ao conceito do trabalho, afinal a palavra sketch é a tradução de esboço, de rápida cena, de “um esquema preliminar representando os principais traços de um objeto ou uma cena”.
Laura Aidar
Maris
Dia 20 de julho, domingo, às 17h30 - Teatro Rural - Grátis
Espetáculo solo de dança que aborda a história de uma mulher do passado e a relaciona com as dificuldades da mulher no mundo contemporâneo capitalista. A personagem central é Madalena, uma rainha que, após sofrer a perda de seus filhos para a guerra entre nações africanas, decide lutar. No campo de batalha, percebe que seu talento como dançarina também tem o poder de curar os feridos da guerra. Nessa sua jornada, Madalena aprimora os movimentos de dança – suaves e agressivos – representados por diversos ritmos que vão do modern jazz, rap, música de pista e remixagem à grande variedade da cultura popular brasileira: coco, ciranda, tambor de crioula, jongo, afoxé, maracatu, samba. A direção é de Claudia Parolin.
XI FESTIVAL INTERNACIONAL DE INVERNO DE BRAGANÇA APRESENTA;
Prato Feito de Música Rock --> refeição completa --> shows, filmes, workshop e debates --> das 16 as 22 horas no NAPA (núcleo de apoio ao professor e ao aluno) e na Quadra da Escola de Samba Acadêmicos da Vila.
16H - NAPA LAJA CEM (documentário, 9 min) --> bem humorado filme institucional da Laja Records, selo capixaba que levando a vida "aparentemente nas coxas", lançou mais de 100 títulos e vendeu mais de 100 mil cópias. Após a exibição do filme, bate papo com Fábio Mozine, dono e único funcionário da empresa. http://www.youtube.com/watch?v=ccv6P7JN40I
17H - NAPA WORKSHOP DE BATERIA COM O BOKA (baterista do Ratos de Porão) --> instituição do rock pesado nacional, em seus workshops, Boka aborta temas relacionados ao instrumento, ao seu selo Peculio Discos e a sua profunda relação com o underground e o faça você mesmo.http://www.youtube.com/watch?v=n1BB94ZCCP0
18H - NAPA GUIDABLE, A VERDADEIRA HISTÓRIA DO RATOS DE PORÃO --> história sem censura da banda brasileira Ratos de Porão, uma das mais antigas e importantes do cenário hardcore mundial. Quase três décadas de loucuras e muito barulho, contadas pelas pessoas que fizeram e ainda fazem parte desta instituição do rock pesado. http://www.youtube.com/watch?v=EedY6k85WrY
20H - Quadra da Escola de Samba Acadêmicos da Vila LEPTOSPIROSE (Bragança Paulista) --> com 11 anos de idade, o grupo já tocou em quatro das cinco regiões do Brasil, América do Sul, Europa e laçou quatro discos, sendo que seu último, "Aqua Mad Max" esteve presente em mais de uma dezena de listas, entre os "melhores de 2011" http://www.youtube.com/watch?v=GWOOX2rkQy8
21H - Quadra da Escola de Samba Acadêmicos da Vila MUKEKA DI RATO (Vila Velha-ES) --> com quase 20 anos de carreira, a banda já tocou em todas as partes do Brasil, América do Sul, Europa e Japão, seus dois primeiros discos "Pasqualin na Terra do Xupa Cabra" e "Gaiola" já venderam mais de 10 mil cópias cada.http://www.youtube.com/watch?v=Jjx5ZhVu564
Realização --> PREFEITURA MUNICIPAL DE BRAGANÇA PAULISTA
Depois de um mês com eventos espalhados por Bragança, o Circuito Cidade - Festival de Arte Serrinha e o Festival de Inverno de Bragança Paulista chegaram ao fim no último domingo, dia 31/07.
A festa terminou com encontro e show de Carlinhos Brown + shows da bandas Leptospirose e Tigre Dente de Sabre.
Neste domingo, dia 31, chega ao fim o 10° Festival de Arte Serrinha. Diferente das outras edições, o show encerramento será realizado no Lago do Taboão, como parte do Circuito Cidade. O projeto, feito em parceria com o Festival de Inverno de Bragança Paulista, terá ainda encontro com Carlinhos Brown.
Neste encontro o músico, cantor e compositor conversará com o público sobre sua vida, a música e a percussão. Trata-se de uma oportunidade única para compartilhar experiências e será um aperitivo para o show de encerramento.
Foto de João Meirelles
O encontro acontecerá no domingo, dia 31/07, às 14h, no NAPA. O show de encerramento acontecerá no mesmo dia, a partir das 16h, no Lago do Taboão. A abertura do show ficará por conta das bandas bragantinas Leptospirose e Tigre Dente de Sabre.
Foto de João Meirelles
Carlinhos Brown é um dos artistas mais criativos, atuantes e inovadores do atual cenário da música brasileira. Com múltiplos talentos, Brown se destaca como cantor, músico, produtor, arranjador e agitador cultural. Mas o que o projetou internacionalmente foi a percussão, que tem lugar especial no intrincado mosaico de aptidões naturais do artista. (Clipe: http://vimeo.com/6756573)
Foto de João Meirelles
O Leptospirose é uma banda de hardcore com dez anos de estrada e três álbuns oficiais lançados. Já tocou em quatro das cinco regiões do Brasil e nos países: Argentina, Uruguai, Alemanha, Holanda e Polônia. (Clipe: http://vimeo.com/25945761)
Foto de Fran Romagnolli
O Tigre Dente de Sabre mistura música erudita com música eletrônica, sintetizadores sombrios e atmosferas grandiosas, o que faz com a sua música soe como uma festa eletrônica. (Clipe: http://vimeo.com/23495326)
Serviço:
ENCONTRO COM CARLINHOS BROWN Data: 31/julho às 14h Local: NAPA – Núcleo de Apoio ao Professor e ao Aluno End: Rua São Bento, s/nº - Vila Aparecida Recomendação etária: 10 anos Sujeito a lotação. Retire seu convite com antecedência no Museu Municipal, Museu do Telefone, Casinha de Informações do Lago, Biblioteca Municipal, Casa de Cultura e Secretaria Municipal de Cultura e Turismo.
SHOW DE ENCERRAMENTO COM CARLINHOS BROWN Data: 31/julho às 17h30 Local: Arena do Lago do Taboão Abertura: Leptospirose e Tigre Dente de Sabre - a partir das 16h
A intervenção “Pets” do artista plástico Eduardo Srur, exposta no Lago do Taboão no último fim de semana, foi tema de atividade educacional com crianças do Núcleo Arte e Educação, projeto do Festival de Arte Serrinha em parceria com o Festival de Inverno de Bragança Paulista.
Foto de Guilherme Yuji
O próprio artista, Eduardo Srur, encontrou crianças dos bairros Toró, Parque do Estados e Água Comprida e conversou com elas às margens do lago. Atentos, os pequenos ouviram o artista falar sobre a obra: “Durante à noite, as garrafas ficam acesas pra gente não esquecer que o lixo que jogamos na rua está ali, mesmo no escuro”.
Foto de Guilherme Yuji
Para Aline Pires Araújo, coordenadora do Núcleo Arte e Educação, conhecer a obra e encontrar Edurdo Srur foi importante para que as crianças pudessem perceber o que realmente significa a obra de arte. “Eles começam a entender que o universo da arte vai além do fato de que é bonito, traz junto uma consciência”.
Foto de Guilherme Yuji
Aline ainda ressaltou que para eles, conhecer o autor das “Pets”, é ver que o artista também é de carne e osso. “Quando falei do encontro, os olhinhos deles até brilhavam. Eles viram que o artista não é inatingível.”
Foto de Guilherme Yuji
Sobre o questionamento ambiental da obra, Aline diz que o que as crianças aprenderam ali, levarão pra casa: “São coisa que podem mudar o dia-a-dia delas. Aprendem a ter olhar crítico.”
Posteriormente, as “Pets” serão transformadas em mochilas.
Sessões de cineclube e música são sucesso de público
O “Não é Possível! Cinema e Som” é a versão contemporânea de uma prática que nasceu junto com o cinema: exibições de filmes acompanhadas de apresentações musicais. O resgate dessa técnica tem a intenção de ampliar a experiência audiovisual do espectador, a partir da união de filmes e músicos, que executarão a trilha sonora do filme ao vivo.
Nesta segunda, dia 25 será a última apresentação do projeto “Não É Possível! Cinema e Som” no Festival de Inverno 2011. O filme exibido será o documentário “The History of Anvil”, que já foi apresento em diversos festivais pelo mundo. Diferente de outros documentários sobre música, o filme, mostra o lado da dificuldade, decepções, fracasso e a falta de reconhecimento pelo qual passou e ainda passa a banda “Anvil”, que foi influência para nomes de peso, como o Metallica.
A parte musical ficará a cargo da banda Vendo 147, a mais elogiada banda de rock instrumental baiana, famosa por inovar no chamado clone drum, onde dois bateristas tocam ao mesmo tempo e dividem o mesmo bumbo.
Serviço:
Não É Possível! Cinema e Som” no Festival de Inverno “The History of Anvil’ + Vendo 147 25/07, segunda, às 20h. Grátis Museu Oswaldo Russomano End. R. Cel João Leme, 520
Garrafas de refrigerante gigantes ficarão no Lago do Taboão
O Circuito Cidade – Festival de Arte Serrinha em parceria com o Festival de Inverno de Bragança Paulista, traz uma intervenção artística surpreendente: a obra “Pets”, de Eduardo Srur. “Pets” é uma intervenção urbana com esculturas gigantes na forma de garrafas de refrigerante.
Projeto "Pets" no Lago do Taboão
A obra, que já permaneceu por 60 dias nas margens do Rio Tietê, em São Paulo, ficará exposta nas águas do Lago do Taboão nos dias 22 a 24/07. A obra tem a intenção de propor ao público a reflexão em relação aos problemas urbanísticos causados pela poluição.
Eduardo Srur é um artista visual que investiga mídias como fotografia, escultura, vídeo, performance, instalação e intervenção urbana. Sua produção atual caracteriza-se por exposições temporárias no espaço público que alteram a paisagem da cidade e questionam o sistema social de forma crítica e humorada.
"Sobrevivência" de Eduardo Srur, em monumento de São Paulo
É criador de obras como ‘Âncora’, no Monumento as Bandeiras; ‘Touro Bandido’, na Cow Parade; ‘Caiaques’, no rio Pinheiros; e ‘Acampamento dos Anjos’, no Hospital da Mulher, na cidade de São Paulo, entre outras.
"Caiaques", de Eduardo Srur, no Rio Pinheiros
Realizou trabalhos em espaços públicos e instituições culturais no Brasil e exterior. Participou de exposições na França, Suiça, Espanha, Holanda, Inglaterra, Alemanha, Itália e Cuba.
Serviço:
Circuito Cidade – Festival de Arte Serrinha ARTES VISUAIS “Intervenção urbana – PETS” Eduardo Srur 20 a 24 de julho Lago do Taboão
Nesta quinta 21/7 o Festival de Inverno de Bragança Paulista , em parceria com a OSCIP Edith Cultura, receberá o grupo PAPADU, que é composto pelo mestre do banjo Dudu do Banjo e seus filhos Ícaro e Emanuel. O evento acontecerá no Mercado Municipal de Bragança as 19H e a entrada é FRANCA!
Francisco Eduardo de Souza Pereira, o Dudu do Banjo, começou sua carreira musical em meados da década de 50, quando passou a tocar na Paulistânia Jazz Band, junto com Booker Pittman, um dos principais “jazzistas” da época. Em 58, influenciado pela febre do rock, que começa a surgir no Brasil, Dudu largou o banjo, comprou uma guitarra elétrica e montou o grupo The Avalons. Dois anos mais tarde volta a tocar jazz ao lado de Dick Farney, com quem apresentava o famoso espetáculo de música Jam Session da Folha de São Paulo. Em 62, Dudu vai para a Europa com a cantora Miúcha, irmã de Chico Buarque e Baden Powell, seu “companheiro de cerveja”. Em países como França, Grécia e Itália, o trio tocava jazz, rock e bossa nova em lugares turísticos e metrôs. De volta ao Brasil, em 69, Dudu passa a morar em Ubatuba, litoral de São Paulo. Quatro anos mais tarde, começa a tocar na Traditional Jazz Band, com a qual viajou para os Estados Unidos. E, hoje, depois de ficar alguns anos longe da música, Dudu volta aos palcos ao lado dos filhos com a Banda Papadu.
NÃO PERCA ESTE EVENTO!!! DUDU DO BANJO NO MERCADO MUNICIPAL DE BRAGANÇA NESTA QUINTA-FEIRA 21/07 AS 19H GRÁTIS!
“Em meio à natureza e a cidade, a fim de disseminar cultura, o Núcleo de Arte Educação vem promover o acesso de crianças e adolescentes à arte e suas diversas manifestações, tornando um fio condutor para a formação consciente de cidadania, capaz de dialogar e transformar o mundo.”
Foto: Gulherme Yuji
As atividades do Núcleo Arte Educação já começaram! Na semana de 11 a 15/07, o grupo Baque Lua Cris apresentou às crianças dos bairros Água Comprida, Penha e Parque dos Estados o projeto “Vim Aqui Pra Batucar”. A oficina trabalhou com os pequenos a dinâmica da percussão corporal, construção de instrumentos musicais, entre outras atividades. No sábado, 23/07 haverá a apresentação musical das atividades realizadas.
Foto: Gulherme Yuji
Já nesta semana, do dia 18 ao dia 21/07, as atividades com as crianças ficarão por conta do Cia. Paraladosanjos. A Cia. se destaca no cenário artístico nacional pela ousadia, inovação e seriedade contidas nos seus trabalhos nos últimos sete anos.
Foto: Gulherme Yuji
O projeto proposto às crianças dos três bairros é a oficina “Brincando Nas Nuvens”, cujo objetivo é desenvolver atividades para o aprendizado de técnicas teatrais e acrobáticas que potencializem o espírito criativo de cada indivíduo e do coletivo. Entre as técnicas circenses apresentadas durante a oficina estarão acrobacias em trapézio e tecido e mini-trampolim. Com essas atividades os participantes terão a oportunidade de enriquecer a auto-estima a cada limite psico-corporal superado nos aparelhos.
Foto: Gulherme Yuji
O Núcleo Arte Educação acontece através da parceria entre o Circuito Cidade - Festival de Arte Serrinha e o Festival de Inverno de Bragança Paulista.
Depois de o sucesso de "Pioneiros e Primitivos" + Giant Steps, o "Não É Possível! Cinema e Som" no Festival de Inverno dá vez à era dos festivais. Nesta segunda, dia 18/07 o Cineclube do Espaço Edith Cultura, em parceria com a Secretaria Municipal de Cultura e Turismo apresenta "Uma noite em 67" + a apresentação da banda "Os Rélpis".
O “Não é Possível! Cinema e Som” é a versão contemporânea de uma prática que nasceu junto com o cinema: exibições de filmes acompanhadas de apresentações musicais. O resgate dessa técnica tem a intenção de ampliar a experiência audiovisual do espectador, a partir da união de filmes e músicos, que executarão a trilha sonora do filme ao vivo.
Uma noite em 67
Era 21 de outubro de 1967. No Teatro Paramount, centro de São Paulo, acontecia a final do III Festival de Música Popular Brasileira da TV Record. Diante de uma plateia fervorosa - disposta a aplaudir ou vaiar com igual intensidade -, alguns dos artistas hoje considerados de importância fundamental para a MPB se revezavam no palco para competir entre si. As canções se tornariam emblemáticas, mas até aquele momento permaneciam inéditas. Entre os 12 finalistas, Chico Buarque e o MPB 4 vinham com “Roda Viva”; Caetano Veloso, com “Alegria, Alegria”’; Gilberto Gil e os Mutantes, com “Domingo no Parque”; Edu Lobo, com “Ponteio”; Roberto Carlos, com o samba “Maria, Carnaval e Cinzas”; e Sérgio Ricardo, com “Beto Bom de Bola”. A briga tinha tudo para ser boa. E foi. Entrou para a história dos festivais, da música popular e da cultura do País.
“É naquele momento que o Tropicalismo explode, a MPB racha, Caetano e Gil se tornam ídolos instantâneos, e se confrontam as diversas correntes musicais e políticas da época”, resume o produtor musical, escritor e compositor Nelson Motta. O Festival de 1967 teve o seu ápice naquela noite. Uma noite que se notabilizou não só pelas revoluções artísticas, mas também por alguns dramas bem peculiares, em um período de grandes tensões e expectativas. Foi naquele dia, por exemplo, que Sérgio Ricardo selou seu destino artístico ao quebrar o violão e atirá-lo à plateia depois de ser duramente vaiado pela canção “Beto Bom de Bola”.
O documentário Uma Noite em 67, dirigido por Renato Terra e Ricardo Calil, mostra os elementos que transformaram aquela final de festival no clímax da produção musical dos anos 60 no Brasil. Para tanto, o filme resgata imagens históricas e traz depoimentos inéditos dos principais personagens: Chico, Caetano, Roberto, Gil, Edu e Sérgio Ricardo. Além deles, algumas testemunhas privilegiadas da festa/batalha, como o jornalista Sérgio Cabral (um dos jurados) e o produtor Solano Ribeiro, partilham suas memórias de uma noite inesquecível.
Gil canta "Domingo no Parque"
Sinopse
No teatro: aplausos, vaias, um violão quebrado, guitarras estridentes. No palco: os jovens Chico Buarque, Caetano Veloso, Gilberto Gil, Roberto Carlos, Edu Lobo e Sérgio Ricardo. As músicas: “Roda Viva”, “Ponteio”, “Alegria, Alegria”, “Domingo no Parque”. E só um deles sairia vencedor. Isso é Uma Noite em 67, um convite para viver a final do Festival da Record que mudou os rumos da MPB.
Caetano canta "Alegria, Alegria"
Contexto histórico
Entre 1965 e 1972, o Brasil viveu o auge do que ficou conhecido como a Era dos Festivais. Organizados pelas TVs Record, Excelsior, Globo e Rio em forma de programas de auditório, os festivais eram grandes competições da música brasileira que se mostraram capazes de mobilizar a população tanto quanto uma disputa de clássicos no futebol.
Roberto canta "Maria, Carnaval e Cinzas"
Nesses programas, novos compositores e intérpretes ganhavam espaço para mostrar seu talento. Nomes como Elis Regina, Jair Rodrigues, Edu Lobo, Nara Leão, Chico Buarque, Caetano Veloso, Jorge Ben e Raul Seixas emocionaram multidões em apresentações históricas, sedimentaram suas carreiras e ajudaram a fazer a transição do intimismo da bossa nova e do samba-canção para a encruzilhada de possibilidades da MPB. Tradição e modernidade se desentenderam e fizeram as pazes nos festivais – especialmente no da TV Record, de 1967, no qual as tensões políticas do País ajudaram a esquentar uma já quente briga. O saldo da edição foi um violão quebrado, uma MPB inaugurada e algumas canções imortalizadas.
Banda araraquarense com três anos de estrada, trás na bagagem muito experimetalismo sonoros, um visual que atrai até os olhares menos atentos, passagem por mais de vinte festivais pelo Brasil e dois álbuns (“Cá do meio de lá” e “Do fruto, o escracho monumental caramelizado”). (...)
Os Rélpis dão sentido à bricolagem artística misturando sonoridades que partem da tradição de música popular ao moderno rock, buscando evidenciar o hibridismo musical que compõe a formação musical da banda de forma hilária e cômica, assim retomam aspectos que lembram o tropicalismo e a antropofagia cultural da década de 60. Essa mescla de elementos musicais variados traz também a "quebra" das categorias que definiriam a identidade da banda, podendo, esta, ser chamada de grupo de "rock", ou de "MPB", ou de "baião", ou de ”blues”, mas sendo na realidade, uma nova expressão de toda essa diversidade que não se caracteriza por delimitar-se dentro de um estilo, mas por flutuar entre diversos estilos.
Serviço: Não É Possível! Cinema e Som” no Festival de Inverno “Uma noite em 67” + Os Rélpis 18/07, segunda, às 20h. Grátis Museu Oswaldo Russomano End. R. Cel João Leme, 520
O Circuito Cidade – Festival de Arte Serrinha, em parceria com o X Festival de Inverno de Bragança Paulista traz à cidade o espetáculo infantil “Bichos do Brasil”, da Cia. Pia Fraus. A apresentação acontecerá neste domingo, 17 de julho, às 16h, no Parque da Magia, Lago do Taboão.
“Bichos do Brasil” é um espetáculo que busca mostrar a riqueza da fauna brasileira através de recursos plásticos. Pautado nos bonecos, na música e na coreografia, procura criar o ambiente da mata sem exigir um comportamento humano de seus personagens. É um resgate para que não ocorra a extinção de nossos animais, dentro do imaginário popular, que tanta influência exerce como fonte inspiradora dos mitos populares brasileiros.
São três atores e mais de 50 bonecos feitos a partir de materiais naturais, cujas formas são estabelecidas por cabaças, que ganham novo tratamento e cores diversas, buscando dar uma abordagem
contemporânea a elementos rústicos e bonecos infláveis gigantes, promovem a retomada da Pia Fraus às suas origens: tornar contemporâneos elementos da Cultura Popular Brasileira.
Serviço:
"Bichos do Brasil" - Cia. Pia Fraus Teatro Infantil Domingo, 17/07 - 16h
Parque da Magia, Lago do Taboão Livre. Grátis - Duração: 50 min